
Ultimamente tenho andado para além de irritada, cansada, aborrecida entres tantos outros estados de espirito, um pouco introspectiva em relação ao pouco que o mundo da Internet "me trouxe"... Quando relembro de certas situações por vezes penso para mim mesma e pergunto "Que raio de mundo é este que nos inunda a vida e nos traz tanto surpresas "boas", como surpresas que no final, se calhar foram erros totais, ilusões perdidas, mas nenhuma delas sentida como perda de tempo, apesar de tudo o que possa ter acontecido...?!"

Pensamentos meus...
Em ti me vejo ao espelho, há alguns anos atras
Os mesmos medos e anseios
De quem “ama” pela primeira vez
O medo do desconhecido mas
Também o eterno anseio de o descobrir
Por vezes abres a alma e deixas-me saborear
Tudo o que dizes ter para me dar
Meio a brincar fazemos “planos”...
“Planos” que mexem connosco
E que tantas vezes dizemos que nos podem magoar
Medo de magoar... que mágoa é essa que já a
Chamamos inconscientemente?!
Nenhum dos dois a quer, disso ambos temos a certeza
Limitamo-nos a partilhar a companhia, a querer todos os segundos
De algo que começa...
Por vezes fechas-te no teu mundo
No qual tento fazer parte
Mas não consigo... afasto-me magoada
Pelas palavras, pelos gestos...
Vacilo perante este modo de querer
Faz me ter dúvidas do que quero, e se valerá a pena
Deixo de sentir a segurança em ti
Deixo de sentir esperança em tudo o que vivemos
Sinto vontade de me afastar
Mas não o faço...
Peço-te perdão em pensamento por essa vontade
Por tudo o que sinto por ti
E por todo o sentimento que tenha despertado em ti
Limito-me a estar sossegada no meu canto
Esperando um sinal teu
Adorava que todo este mundo que agora começa
Desse certo, já te tenho dito algumas vezes
Mas jamais vais perceber a intensidade
Nunca irás...
E para não me magoar não a demonstro
Calo-a, deixo-a ficar bem escondida
Limito-me apenas ao silêncio...
Tudo porque ultimamente pressinto
Que nada do que estamos a viver
Sobreviverá ao tempo...

No mundo perdido da minha fantasia, os castelos nascem nas nuvens e os jardins, secretos, perdem-se por entre o céu azul do dia, ou na penumbra do pôr de um sol qualquer. As cores são vivas e simultâneamente suaves, numa contradição perfeita entre o sonho e a mais dura realidade.
Por aqui, os pássaros não voam, caminham e nós, temos asas, voamos, de nuvem em nuvem, de castelo em castelo, por entre as árvores gigantes da floresta, ou, até, na profundidade de lagos de águas mornas e transparentes. As flores nascem por todo o lado e sente-se o seu perfume, invadir o ar, numa primavera eterna de essências.
Num espaço escuso, reservei um canto, onde me sento, e deixo o olhar perder-se, nas vastas planuras que envolvem este mundo perdido nos confins da memória que criamos na nossa infância. Aqui o corpo não sente as dores da realidade, aqui a alma não sofre as amarguras da vida.
Volto, sempre que a reminiscência da infância se apodera da consciência do homem, sempre que a vida me dá um instante de liberdade, sempre que o sonho domina o sono e o cansaço, sempre, que consigo cá chegar.

Perco-me nos caminhos escusos, por entre sombras e solidão, por entre a Terra e o Ar. Procuras-me, e sempre me encontras, mesmo quando não me vês, sentes-me simplesmente. Sinto a tua presença constante.