Zunem os insetos nas noites quentes
Enviam mensagens, doces mistérios da noite
Falam do antagonismo da noite e do dia
Contam os segredos da lua que míngua
Nunca entendo seus insistentes cantares
Inquietamente pergunto às estrelas
Mas elas não piscam no código humano
Queria entender a Universal língua.
Ouço a linguagem que perfura a solidão...
Em silêncio escuto tudo que está por perto
É um mundo nosso de tocar com a mão
Mas não consigo perceber o tom certo.
É uma música que se mistura, entra no coração
Mas é tocada por outro artista, em outro diapasão
É o uivo dos ventos, a canção da cascata
E a alma pequenina não percebe o mistério dessa sonata
