A vida exige de ti o que te tem dado. Exige reciprocidade, não como moeda de troca, mas sim como ato de bondade e de dever para com o próximo. Mas exige o perdão, o seguir com o que tens, que és tu.
Hoje é o dia de te prostrares e olhar para ti, de olhares para o teu eu, de olhares para o que tens feito com a vida que te foi oferecida.
Hoje é o dia de refletires sobre os que te abandonaram, mas também é dia de tomares consciência de quem abandonaste.
Todos fazemos. Todos viramos as costas. Todos, e por tantas vezes, fingimos não ver, não sentir, não ouvir.
Hoje é, sobretudo, dia de limpares a tua alma e de perdoar as tuas mágoas: o que pensas, o que sentes, o que é feito de ti, o que fizeram a ti. Tantas e tantas vezes há quem não saiba o que faz.
Mas olha para a essência do teu ser, dos teus dias e da tua vida, e repara quem nunca te abandonou, mesmo na cruz ou onde quer que esteja, quem foi a tua força na melancolia dos teus dias, o conforto nos dias frios, a palavra quando o alento definhava.
Tens motivos para refletires, para dares outro valor, a quem, apesar das tuas imperfeições e de até teres dado motivos, ainda assim te incita a perguntar “Porque nunca me abandonaste?â€
A resposta é bela e grandiosa: “Foi por AMORâ€!
Agradece com uma nova vida, uma nova atitude e um novo renascer.
Sob a Minha Pena âœðŸ¼âœðŸ¼