MEU PAI.
Meu pai, meu amigo, meu caudilho,
Aqui quem escreve é seu filho,
Que nunca lhe esqueceu,
E hoje em meu peito rompeu,
Uma vontade fugaz,
De pegar os meus dois piás,
A chinoca,
E algum pertence,
E dar uma volta no meu solo Alegretense,
E lhe dar um grande abraço.
Mas isso só hoje não faço,
Por causa dos afazeres,
E agora me entrego aos prazeres,
Da sutil recordação
E guardo no coração,
As mais sublimes lembranças,
Dos meus tempos de criança.
Arco e flecha na mão,
Pipa, pandorga, pião,
Erva mate, chimarrão,
Oh! PAIZÃO,
Como nos amávamos.
Eu sempre lhe falava:
PAI, o tempo está passando,
Tão ràpidamente,
O senhor me olhava sorridente
E dizia:
Meu filho, o tempo não passa,
Nós é que passamos.
Assim se passaram os dias,
E os anos também passaram,
Às vezes me olho no espelho,
E penso comigo:
Como sou parecido,
Com você,
MEU PAI,
Meu velho,
Meu amigo,
Meu caudilho.
Uma lembrança do seu filho,
Fernando Lucho



em 21/09/2010 Ã s 06:42 disse:

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