Vou Morar no Fundo do Mar.
Aqui na terra,
Não tenho mais nada,
Nem amor nem namorada,
Então resolvi morar,
No fundo do mar.
Vou abandonar
A minha cidade,
Vou habitar
A dez mil metros
De profundidade,
Vou morar,
Eu e o mar.
Na minha viagem
Vai pouca bagagem,
Não vou levar
Nem pão,
Nem Pato a Cabidela,
Vou levar Mamão Páprica,
Vindos da Mama África,
Mandados pelo Mandela.
Bem, meus amigos
Da televisão,
Do flog , flogão,
E do fogão,
Já estou de partida,
Quero ver se ainda hoje
Poso em Atlântida.
A decisão
De morar
No fundo do mar
Foi minha,
Pois não tinha
Outra opção,
Ou molhar-me
Com minhas mágoas,
Ou com as águas
Do mar.
Tanto as lágrimas derramadas,
Como as águas do oceano
São salgadas,
Então optei,
Por me salgar,
Com as águas do mar.
Quando parti da terra,
Não deixei nada,
Nem amor, nem namorada,
E daquelas tuas formas
Lânguidas e divinas,
Nas profundezas submarinas,
Esqueci.
Mergulhei fundo,
Agora o meu mundo,
É o abismo profundo,
Das águas do mar.
Fernando Lucho.



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